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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O meu 2014: #Retrospectiva


31 DE DEZEMBRO DE 2014. 
Resolvi abrir uma página e, em poucos minutos (estou me desafiando a fazer isso em 25 ou menos), tentar resumir o meu ano em alguns parágrafos. Talvez eu esqueça de várias coisas, mas vamos lá.

Basicamente, o ano se resumiu a uma palavra. Ou melhor, um NÚMERO: 7.
Tudo se ligava ao 7, TUDO. O que menos se esperava, as coincidências, e também o que nos forçávamos a enxergar. Teve Pitty lançando seu álbum SETEVIDAS, Brasil levando de 7 a 1 na Copa do Mundo, e muito mais.

“A culpa é das Estrelas” virando filme, “Rio, Eu Te Amo” chegando finalmente nas telonas, o aguardado “Hoje eu quero voltar sozinho”, teve Sandy no macabro “Quando eu era Vivo”, Mateus Solano em “Confia em Mim”, o espetacular Homem-Aranha de volta.. temporadas de séries incríveis como American Horror Story, Revenge, Dupla identidade e outras...

Eleições, manifestações, discussões num país dividido. Perdas irreparáveis para a televisão e o cinema... Opa! Espera aí, essa era pra ser uma retrospectiva sobre o MEU 2014, né? Ok, ok.

Começo então dizendo que as “mudanças” não existiram só nas campanhas políticas, mas também na minha vida. Muita coisa mudou em 2014, ao longo do ano. E, Graças a Deus, pra MELHOR. Amizades reforçadas; outras, construídas ou REconstruídas. Alguns objetivos alcançados, alguns sonhos realizados. Comecei o ano saindo de uma depressão iniciada nos últimos meses de 2013, “morri umas quatro vezes”, mas me dei conta que “ainda me restam três vidas pra gastar”. E tudo isso meses antes de Pitty lançar sua música “SETEVIDAS”, que se encaixa perfeitamente em várias coisas pelas quais passei nesse período 2013/2014. E assim fui levando, “um pouco mais triste, mas muito mais forte”. Sobre amores e paixões, aprendi a comentar menos. A cobrar menos, a esperar menos. Já bastam os maremotos de 2013. “E depois do rancor – respirar”. Aprendi a viver melhor.

Mudei minha rotina, planejei melhor minha vida, e passei também por uma reeducação alimentar. Passei a gostar mais de mim, da vida, e até de cebola (que eu odiava! Hahaha). Emagreci tudo que eu tinha engordado no último ano – e mais um pouco. Refrigerante? Um ano SEM. Álcool? Bom, isso aí é outra história – deixa quieto. Aliás, histórias bem mais divertidas. Algumas a gente só lembrava no dia seguinte, depois da ressaca...ops!

Este foi um ano no qual fui a MUITAS festas (mais do que a soma de todas as festas as quais eu tinha ido nos últimos, sei lá, 5 anos). Minha festa favorita nasceu no mês do meu aniversário: a FANATKA teve sua primeira edição em julho (e rendeu até um grupo, FANATKOS, de amigos que encontrei na festa e com quem falo praticamente todos os dias). Ah, que edição linda! Já começou com especial MUSE! Eu tava lá. E na segunda edição, e na terceira (edição épica), na quarta, na quinta (que foi a última do ano, e SUPER épica também). Com as festas, veio uma galera super legal que eu adorei conhecer em 2014 e que adoro reencontrar por aí (Malfoy, Matheus, Waltin, Danilo, Nathan, Renatinha, Samantha, Deivyd, João, Marcel, Vini e muitos outros). E curtir ao som dos djs e bandas (alô Arsenic, Sollarium, Drops 96, Venice!). Já estou certo na sexta edição da Fanatka, que será meu after do show da Pitty em janeiro.

Falando em Pitty, ela também foi a responsável por “incríveis e intermináveis noites da mais besta e vã alegria”. A “volta” da banda marcou demaaaaais o ano. Os shows super aguardados no Circo Voador, em dias seguidos (e eu lá, nos dois dias: na sexta, fotografando. E, no sábado, curtindo “cada música como se o mundo fosse acabar depois da próxima”). Teve também a “não-ida” ao Circuito Banco do Brasil, que foi recompensada com uma noite super legal pelas ruas de Botafogo na noite após o festival. Aaaaaah, e como esquecer a noite de autógrafos do livro “Cronografia”, onde pude mostrar a ela, pessoalmente, minha montagem estampada na camiseta e receber de volta um sorrisão e um “Obrigada, BRU” (que me deixou sem reação e ainda gerou uma hashtag #BruPower através de amigos no facebook, hahaha)? Impossível!

Falando em facebook, esse lindo me trouxe uma galera superespecial também. Alguns eu já conheci, pessoalmente. Ou marcando, ou por acaso. Ruas, shoppings, shows, festas. Do Rio, de outros estados. Em alguns casos, não importa a distância (SP, BA, MG), parecem estar bem perto. Este ano foram muitas as pessoas que eu poderia marcar numa publicação como esta, por exemplo. E, por isso, para não ser injusto com um ou outro, não marcarei ninguém. Ok?

Bem, se eu for parar pra fazer contas, posso dizer, SEM EXAGEROS, que 2014 foi o ano em que eu mais conheci pessoas, em toda minha vida. É sério, gente, sem exagero NENHUM. Se eu disser que conheci umas 200 pessoas neste ano, NÃO ESTAREI MENTINDO. Só nos shows da Pitty, por exemplo, foram mais de 50 pessoas (entre conhecidos pessoais, ou de internet, facebook/grupos/whatsapp/etc, amigos de amigos, e por aí vai). Além, claro, de pessoas que reencontrei depois de anos, e também pessoas que conhecia há MUITO tempo, mas só agora encontrei... Teve um luau no Arpoador, após o segundo show da Pitty no Circo Voador, onde conheci uma galera com quem continuo falando – galera essa que se tornou muito mais próxima bem depois dos shows (alô alô, grupo 7vidas! \o). Conhecidos de festas também, de cursos, grupos, grupos, grupos... Ainda tô achando que 200 é POUCO, conheci bem mais que isso. E o mais legal de tudo: grande parte dessas pessoas eu quero na minha vida por muitos e muitos anos..

Ah, teve amigo lançando livros e saindo em capa de jornal, me deixando mega orgulhoso (Hey, Enrique “Sem H”! \o). Teve saudade (e muita) de amigos distantes, tiveram encontros, reencontros... teve “pentágono amoroso” Rio-SP... teve bar, teve lançamento de clipe em ambiente praticamente reservado, teve pizza com palitinho, teve biscoito vs. bolacha, teve chegada em balada às quase 4 da manhã. Teve MUITO calor, e teve frio congelante de uma madrugada na praia. Teve comemoração do meu aniversário (e de outros) em grande estilo. E eu já falei que foi um ano de muitas festas? Sim, né?

Teve praça, teve parque, teve cinema, teve trilha, teve praia. Infelizmente, teve assalto e agressão – na Lapa, manhã pós-Circo Voador, primeiro dia, 6 caras. Sorte que no segundo dia saí de lá acompanhado de mais de 20 pessoas (para ir pro luau). Mas, que isso contribuiu BASTANTE para aumentar meu trauma da Lapa – aaaaaaah, contribuiu! Aliás, este ano me deixou ainda mais medroso.. :s

Mas essa foi uma das poucas coisas ruins que aconteceram comigo e que me recordo, deste ano. A outra? Bom, meu momento “pálido, doente, rendido, decadente”: conjuntivite forte, por mais de duas semanas. Olhos vermelhos DEMAIS, fotofobia, preocupação de amigos e, quando eu achava que tava me recuperando, vem uma cicatriz subendotelial para ferrar tudo novamente. Mais remédios, mais consultas. Um mês depois, eu tava 100%. Mas muito da Copa eu não vi por conta disso.

Falando em “olhar”, lembro de uma das surpresas mais legais de 2014. Um sonho realizado, começar finalmente a trabalhar com uma das coisas que eu mais amo: FOTOGRAFIA. Após um ótimo curso pra retomar tudo que eu já tinha aprendido (e aprender coisas novas, claro. Grande abraço, Fabio Caffé!), e conhecer uma galera, montamos nosso grupo, o Coletivo LUZ em Foco. Já fizemos ensaios individuais, de casais, famílias, fotografamos festas, formatura, eventos culturais... teve o Arraial da Providência, a Feira da Providência. Veio TANTA coisa boa nessa área, desde a experiência que tivemos até os frutos colhidos. Fotografamos audiência pública e acompanhamos de perto a vida de pessoas que lutam pela moradia. O registro virou uma exposição de fotos no seminário “Juventude, Protagonismo e Comunicação em favor do direito à moradia”, no Museu Histórico Nacional, no dia da nossa formatura (minhas fotos, minha primeira exposição). E também nos rendeu convites. Inclusive para duas entrevistas na Rádio Catedral FM, onde falamos um pouco do que vivemos e também dos planos para o futuro. Os últimos meses foram de muitos “clicks”, muito BRT, táxi... Ralamos muito, mas fomos recompensados quando recebemos elogios pelos trabalhos feitos. Trabalhamos com o grande fotógrafo João Roberto Ripper, fomos a grandes eventos de fotografia, e até ENSINAMOS, em oficinas para empresas.. ah, tanta coisa! A doce arte de escrever com a luz.

Teve muita zoeira também, porque SIM. Meu 2014 divertido, ninguém sai. Micos, piadas, “trollagens”, stay hiiiiiiiiigh... E tudo começou a girar, girar... Forninhos caíram, pessoas des-mai-a-das, acordando “flawless”, e tudo mais, “vlw flw”. Teve Anitta tentando tirar selfie com todo mundo – aliás, ela andou falando muita besteira este ano. Ah, Pitty, destruidora, mitando no Altas Horas em que as duas participaram. Já que falei em selfie, tirei um com uma maçã assassina no Halloween e fui copiado. Participei até de dupla sertaneja e, se reclamar, monto grupo de axé. Não, mentira.

Aprendi MUITA coisa (e ensinei também, hahahahahahaha). Surpreendi e fui surpreendido. Muitos presentes, camisetas, livros, dvds, cds (minhas coleções aumentaram bastante, principalmente no fim do ano). E teve presente em forma de gente também.. :3

Tive muita sorte, não só com as pessoas que conheci, mas também nas promoções. Vips para festas, discografias de bandas, camiseta lá de sampa. Tive sorte ao passar por todas as fases da Missão Rock in Rio, de acertar as perguntas (e ganhar uma segunda chance até quando uma das respostas estava errada – hey, galera do grupo do RiR! \o), mas não tive muita sorte na caçada pelas maletas com pares de Rock in Rio Card. Estava perto o suficiente para enxergar duas delas, mas longe o suficiente para que conseguissem pegá-las antes de mim. E a surpresa ao descobrir que a maleta com a qual tiramos fotos antes da caçada ERA UMA DAS QUE VALIAM dentre as 30 espalhadas pela Lagoa Rodrigo de Freitas? Nadei, nadei, e morri na praia – quer dizer, na Lagoa. Mas não tem problema, 2015 vai chegar com várias promoções e eu ganharei muitos ingressos para o festival, como nas últimas edições. ;)

Este foi um ano muuuuuito musical. Os shows de Pitty, já citados, os shows de bandas que conheci recentemente... e teve até show do Tiago Iorc na praia, logo no início do ano. Nas caixas de som, Pitty (sem comentários, apenas), Malta (que “chegou chegando” como a primeira banda a se apresentar na estreia do programa Superstar, e já conquistou todo mundo – e a vitória, meses depois), Royal Blood (com um cd mais que viciante que ouço todos os dias), Calvin Harris (idem. Aaaaah, como eu quero estar no Lollapalooza daqui a alguns meses para vê-lo), Linkin Park, David Guetta, Titãs, Imagine Dragons, Banda do Mar... tanta coisa marcou, tantos momentos, tantas músicas (confira a playlist que postei, com algumas das músicas que mais me marcaram no ano). Muitas grudaram. Artistas descobertos, amigos mostrando que podem me viciar em suas músicas (Blessed Mad Thoughts, por exemplo), playlists e mais playlists publicadas todas as semanas aqui no blog. Músicas que inspiraram camisetas, várias estampas que criei e estão à venda lá no site da Vandal, divulgadas na fanpage do Lado B.

Ah, falando em música e em criar, voltei a produzir alguns mashups também. Alguns, inspirados em pessoas, outros inspirados em festas (como o mashup de Evanescence e Britney Spears, que criei inspirado no último especial do ano da Fanatka, e dediquei ao Malfoy, ao Myssen e todos os amigos que incentivaram – mashup esse que me deixou superfeliz quando li e ouvi elogios sobre). E eu, que não ouvia um mashup meu em festa desde o Thi Araujo tocando o que fiz da Inês Brasil, fui surpreendido ao ouvir uma outra criação minha num set do dj Bernardo Saab – a quem também mando um abraço agora. Se eu vou continuar? Lógico! Tô tirando a teia de aranha dos projetos de 2013/2014, lancei os dois últimos inéditos do ano de uma vez, feitos em poucas horas, e meu EP “Souz' Mashups Vol. 2” já está prontinho. ;)

O número 8? Ganhou um novo significado, mais legal, prazeroso, divertido, musical e até ousado. Mas não tem jeito, o ano foi MESMO do 7. SETE como lema, e até como verbo. Na soma de algarismos de 2014, da minha idade atual (25), no número da melhor “ficada” do ano (ops!) e na VIDA.

E tem mais "7" reservado pra 2015. Sétimo show de uma certa banda, sétimo filme da série Velozes e Furiosos.. ah, (ok que a sexta edição ainda nem chegou, mas) em fevereiro tem a sétima edição da FANATKA que, olha gente, tem 7 letras. E em SETEmbro, tem os SETE dias de Rock in Rio! \o/

Ai, droga, passei dos 25 minutos já, acabei me empolgando, escrevi bastante.
Vou encerrar então..

Agradeço a Deus por este ano maravilhoso que está chegando ao fim. Sério, 2014 conseguiu superar os anos anteriores (principalmente a partir de 2011), e foi trocentas vezes melhor que 2013 (ano que, exceto por poucas boas lembranças, quero apagar da memória pra sempre). 2014 foi incrível, e eu espero que 2015 seja melhor ainda.
“Logo mais amanhã já vem”.

Amém.

B.S.



postado por Bruno Souza.
Quarta, 31 de dezembro de 2014. 18:30




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segunda-feira, 24 de março de 2014

LIVRO: O Substituto (David Nicholls)



O SUBSTITUTO (The Understudy)
Autor: David Nicholls
Editora: Intrínseca
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
320 páginas - Ano: 2013


Sinopse:
Para Josh Harper, ser ator significa ter dinheiro, fama, mulheres aos seus pés e o papel principal nos palcos de Londres. Para Stephen C. McQueen, trata-se de uma longa e desastrosa carreira como figurante. Stephen tem um nome que não ajuda (não, ele não é parente do famoso Steve McQueen), um agente pouco interessado, um relacionamento complicado com a ex-mulher e a filha e um trabalho como substituto de Josh Harper, o 12º Homem mais Sexy do Mundo. E, quando percebe que está apaixonado por Nora, a linda e inteligente esposa de Josh, sabe que as coisas podem ficar ainda mais difíceis para ele. Ou, quem sabe, essa não é justamente sua Grande Chance? Com personagens engraçados e diálogos irresistíveis, O Substituto é uma comédia arrebatadora.





Minha opinião:
(Texto escrito e publicado originalmente em 22/01/2014, no Skoob)

Lembro que, em 2013, eu estava num dia muito triste quando resolvi que mudaria essa situação. Eu me arrumei e fui a um famoso shopping aqui do Rio. Lanchei numa famosa lanchonete como há muito tempo não fazia, ri sozinho de algumas besteiras e entrei na Fnac (que, assim como a Saraiva, eu NÃO CONSIGO entrar e ficar pouco tempo. Faço “altas viagens” e é difícil me tirar de lá). Ok, passei por esse livro e fiquei na dúvida se compraria ou não. Li que era divertido e isso chamou minha atenção, pois eu estava numa fase em que REALMENTE precisava de algo divertido. Depois de horas para resolver, acabei comprando. Li uns trechos e gostei bastante. Mas depois aconteceram várias coisas, e eu tinha outros livros pra terminar também, então só pro fim do ano que eu consegui de fato pegar o livro pra ler (mas ainda enrolei bastante na leitura, por conta de tarefas de fim de ano, e manutenção do meu blog, Lado B., e tal...). E consegui terminar, numa tarde em que sentei com a intenção de ler apenas dois ou três capítulos (e ainda faltavam vários) – mas só levantei quando terminei o livro.

Stephen C. McQueen é um personagem sonhador, com o qual eu me identifico logo de cara. E acredito que muita gente também. Ele havia feito diversos papéis pequenos (leia-se “cadáver” ou “vítima” em série de investigação, por exemplo) na TV, um “filme” infantil onde interpretava um esquilo que cantava com crianças, ensinando os números, coisas assim. Recentemente divorciado, ele não tinha lá uma boa relação com sua ex-mulher, Alison, e sentia sua filha, Sophie, bem distante – mostrando-se mais animada com o padrasto, Colin.

E esse era apenas mais um tormento na vida de Stephen, que vivia à sombra de Josh Harper, ator considerado o 12º Homem mais Sexy do Mundo. Numa peça teatral sobre a vida de Lorde Byron, chamada “Louco, mau e perigoso de se conhecer”, Mc Queen era o substituto de Harper, e atuava também como uma figura fantasmagórica que apenas repetia os mesmos movimentos de “entrar (fantasmagoricamente), abrir a porta (lentamente), fazer uma reverência (sombriamente), fechar a porta (lentamente) e sair (rapidamente)”, levava pouquíssimo tempo no palco. E, como substituto de Josh, nem tinha muitas esperanças de entrar em cena, pois o famoso ator nunca ficava doente.

A carreira do “número 12” só decolava, assim como a falta de sorte de Stephen – na vida profissional e também na pessoal. Quando ele é convidado para uma festa na casa de Josh (nesse momento eu estou me controlando MUITO pra não soltar nenhum spoiler), conhece sua esposa, Nora, por quem acaba se interessando. Muitas coisas começam a acontecer e, mais à frente, Stephen precisará tomar uma importante decisão que poderá – ou não – levá-lo ao estrelato. Bom, acho bom eu parar de escrever sobre a história, porque vou acabar contando algo que não devo, hahaha.

O livro é ótimo, tem boas tiradas, é bem divertido. Você acaba rindo de situações absurdas e de todas as frustrações de Stephen (são muuuitas!), e também se surpreendendo e imaginando que QUALQUER COISA possa acontecer em seguida. Recomendo a quem estiver interessado em bons momentos de descontração.


Nota: 4 (de 5 estrelas)



postado por Bruno Souza.
Segunda, 24 de março de 2013. 12:00

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

LIVRO: Clube da Insônia (Tico Santa Cruz)


CLUBE DA INSÔNIA
Autor: Tico Santa Cruz
Editora: Belas Letras
Ilustrações: Carlinhos Muller
Categoria: Literatura Brasileira
104 páginas - Ano: 2012


Sinopse:
Na noite, a fúria e a paixão se encontram. O submundo emerge às ruas, evocando gente esquecida que não tem vez nem voz e perambula pela cidade em busca de luz. A noite também é a casa da diversão sem hipocrisia, da embriaguez, da luxúria, das angústias e das reflexões de quem não consegue adormecer antes de a loucura se recolher novamente aos seus abrigos diurnos. De olhos bem abertos, o músico Tico Santa Cruz, líder da banda Detonautas Roque Clube, leva o leitor a um mergulho na escuridão para compartilhar seus medos e seu inconformismo, em textos viscerais que pulsam do início ao fim, madrugada adentro, até o sol nascer.




Minha opinião:
(Texto escrito e publicado originalmente em 22/01/2014, no Skoob)

Esse é pra quem, como eu, adorava ficar “passeando” pelo blog Clube da Insônia, do Tico Santa Cruz. O livro reúne ótimos textos publicados pelo vocalista do Detonautas Roque Clube, uma coleção incrível pra quem é fã – e até para quem não é, também. Meu exemplar chegou em casa, autografado e com marcador de página. Demorei um pouco para ler, mas finalmente o fiz e vou escrever um pouco sobre esse que foi o primeiro livro do autor.

Pra começar, um breve comentário sobre as ilustrações de Carlinhos Muller: são incríveis!
Aliás, adorei todo o projeto gráfico e a diagramação. Parabéns à Editora Belas Letras.

A obra é dividida em duas partes. Na primeira, textos mais pessoais. A madrugada, as noites em claro, a conversa com a própria consciência, os prazeres e tragédias da vida, as confissões, a “viagem” de autoconhecimento, o amor, a intimidade, a solidão, as certezas e incertezas... elementos explorados em textos que transbordam sentimentos.

A segunda parte traz textos mais críticos. Elementos como política, violência, desigualdade, a hipocrisia da sociedade, a crítica aos humanos feita por um felino, o descaso, o poder, a imprensa, o consumismo, os nossos valores, as nossas ilusões e a realidade brasileira marcam cada uma das páginas em preto e branco, branco e preto.

Ao todo são 22 textos. Crônicas, contos e poesias recheados de pensamentos, reflexões, desabafos...


Gosto do Tico porque ele diz o que pensa, com autoridade e posicionamentos fortes, joga verdades na cara, “põe o dedo na ferida”, sem poupar ninguém, e com isso nos leva a refletir, a olhar para a “vida real”, o que faz desse um livro inquietante – e me faz querer ler seus livros lançados em seguida. Os textos são ótimos, e é difícil escolher um favorito. Dá pra se identificar com boa parte. É um livro pra ser amado ou odiado. E minhas considerações finais são positivas. Leia, e tire suas próprias conclusões.


Nota: 4 (de 5 estrelas)



postado por Bruno Souza.
Segunda, 24 de fevereiro de 2013. 16:00

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

LIVRO: Will & Will - Um Nome, Um Destino (John Green + David Levithan)



WILL & WILL - Um Nome, Um Destino (Will Grayson, Will Grayson)
Autores: John Green e David Levithan
Editora: Galera
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
352 páginas - Ano: 2013


Sinopse:
Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.





Minha opinião:
(Texto escrito e publicado originalmente em 22/01/2014, no Skoob)

É apenas amor

Basta ver que um livro foi escrito pelo John Green, que eu já tenho vontade de ler. Desde quando ainda estava lendo “A Culpa é das Estrelas”, já sentia vontade de ler mais e mais histórias desse autor que passei a gostar tanto. E aqui ele divide a autoria com David Levithan (que escreveu “Todo dia”, entre outros sucessos).

“Will & Will” é, sem dúvidas, um dos livros mais divertidos que eu já li. Escrito por dois ótimos e respeitados autores, o livro apresenta a história de dois jovens bem diferentes, mas com UMA coisa em comum: o nome Will Grayson. Cada capítulo é escrito sob o ponto de vista de um dos dois.

Os capítulos ímpares são narrados pelo “Will Grayson do John Green”, heterossexual, que logo conhece Jane e se sente atraído por ela. Ele vive sua vida sem exigir demais, sem esperar nada, se define como “prático”. Filho de médicos, curte a companhia dos amigos e tudo aquilo que a maioria dos adolescentes do ensino médio curte.

Já nos capítulos pares, a narração é do “will grayson do David Levithan” – escrito assim, com letras minúsculas, numa referência à linguagem da internet, que é onde o rapaz introspectivo passa boa parte de seu tempo. Dramático, homossexual, depressivo, esse Will vive reclamando de tudo e de todos. Mora só com a mãe, estuda, trabalha numa farmácia e, quando chega em casa, conta os segundos para conversar com Isaac, sua paixão virtual.

Pela forma de escrever, e também pela diagramação e pelo conteúdo, conseguimos distinguir bem um Will do outro. E é bem interessante acompanhar os dramas desses personagens de mesmo nome. Suas questões individuais, os fatos surpreendentes (como o caso do isaac, por exemplo – quem ler vai entender), até o momento em que as duas histórias se cruzam (o esperado encontro dos Will Grayson, que mudaria a vida dos dois).

Preciso destacar aqui a incrível sincronia entre os autores. Às vezes, dá pra sentir como se o livro tivesse sido escrito por um autor só. As visões se completam naturalmente, os detalhes são lembrados, os fatos se complementam. Sem falar nas surpresas (que eu preciso me controlar, senão acabo contando, rs) e no sarcasmo super presente, o que torna a história ainda mais divertida. A gente já termina o capítulo de um dos Will ansioso pelo que acontecerá com ele dois capítulos depois, mas também curioso sobre o que irá acontecer ao outro Will no capítulo seguinte. E é assim em TODOS os capítulos. Até quando termina, a gente se pega desejando que a história continue.

Os outros personagens também são bons e bem construídos, com características bem marcantes. Jane, Maura, a mãe de cada Will, o pai de um deles, etc. Mas tem um que é SEMPRE citado. O livro já começa falando dele, Tiny Cooper, o melhor amigo do “Will do John Green” e grande destaque da história como um todo (e que me fez sentir raiva em muitos momentos, por me lembrar MUITO de algumas pessoas que conheço e suas manias que me irritam, haha. Mas isso logo passou, é um personagem bem carismático, “apesar de tudo” que falei, rs.) Tiny é um homossexual grandalhão, extrovertido e egocêntrico, que escreve um musical sobre sua própria vida e quer apresentá-lo no colégio. Ele vive arranjando namorados e se decepcionando com todos, e depois arranjando novos. E é o amigo Will que fica ouvindo seus dramas.

Como já devem ter percebido, o romance homossexual está presente. Mas é tratado de forma natural, sem preconceitos, como realmente deve ser, e não como um tabu. O livro apresenta certas “críticas disfarçadas à sociedade”. Li em alguns lugares que a editora chegou a mandar uma cópia para Marco Feliciano, com a dedicatória: “Prezado deputado Marco Feliciano, é só amor. Talvez com esse livro o senhor consiga entender”.

Mais que tudo, podemos observar ao longo da história uma lição de amor e de amizade, fazendo-nos lembrar das coisas que realmente importam na vida. Tudo com muita originalidade e bom humor. Eu li esse livro MUITO rápido, tamanha era a ansiedade pelos fatos seguintes.

E terminei o livro já imaginando como seria se essa história fosse contada no cinema. Bom, “A Culpa é das Estrelas” já está prestes a ir para a telona. Quem sabe “Will & Will” também vá, num futuro não muito distante?

Ah, não sei mais o que falar desta obra, rs. Li a versão digital, e ainda quero comprar o livro, físico, certo de que lerei de novo. Gostei bastante, e ria o tempo todo. Surpreendente, emocionante, divertido, direto, e tem um final bonitinho também, rs. Recomendo a todos que leiam, principalmente de mente aberta.


Nota: 4.5 (de 5 estrelas)



postado por Bruno Souza.
Segunda, 10 de fevereiro de 2013. 16:00

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

LIVRO: Devo Tudo ao Cinema - Como Venci o Bullying com a Arte (Octavio Caruso)



DEVO TUDO AO CINEMA: Como venci o bullying com a arte
Autor: Octavio Caruso
Editora: Litteris
Categoria: Romance Brasileiro
152 páginas - Ano: 2013


Sinopse:
Qual a relação entre o bullying e o cinema? A resposta está nesse livro, onde já nas primeiras páginas, numa convivência muito próxima com o personagem central, vamos conhecer e entender acerca desse ato hostil e violento. Cada capítulo nos leva a viver o cinema na sua intensidade e beleza, e ao chegarmos a última página estaremos profundamente conscientes desse mal e de como agir para evitá-lo. Octavio Caruso nos faz entender como a sétima arte é capaz de servir de ponte para a cura desse tipo de comportamento. Um livro singular, porque tudo nele é real.
(Artur Rodrigues - escritor, editor e produtor)





Minha opinião:
(Texto escrito e publicado originalmente em 03/11/2013, no Skoob)

Cinema é vida

Certo dia, vi numa rede social que esse livro havia sido lançado. Meus primeiros pensamentos foram “Adorei o título!” e “Que legal, mais um conhecido lançando um livro!” É muito bom ver pessoas que admiramos realizando seus sonhos. Conheci o Octavio por meio de uma paixão em comum: o cinema – através de uma rede social de filmes. Depois passei a acompanhar alguns de seus textos, gostei bastante e, verdade seja dita, não era surpresa que seu livro tivesse tamanha qualidade.

Pra começar, eu me identifiquei muito com a história. Eu também adorava minhas “viagens à locadora na infância”, voltava sempre com um VHS novo e sempre queria assistir mais e mais filmes. Assim como o pai de Antonio, eu gravava vááários que passavam na TV, e tenho as fitas guardadas até hoje – além de também catalogar todos os filmes que tenho (coisa que CONTINUO fazendo, com os VHS e DVDs, numa média de 600 filmes).

E são várias as minhas semelhanças com Antonio, o protagonista do livro. A introversão, a timidez, o bullying sofrido, o sentimento de incompreensão, o “ato impulsivo” da adolescência (que no meu caso também deu errado), o gosto pela escrita, a publicidade como curso, a monografia relacionando a publicidade com o cinema, o aprendizado da língua inglesa sem cursos (ok, não sou fluente, mas já é uma grande semelhança). Eu também fiz teatro, eu também escrevi roteiros de filmes e de uma peça.

O livro me fez lembrar da emoção de minha primeira ida ao cinema. Fez lembrar até do dia que, ainda pequeno (não lembro minha idade, mas era menos de 10 anos, isso eu sei), menti pra minha mãe que ia ao cinema com “coleguinhas e seus responsáveis”, quando na verdade eu não tinha ninguém com quem ir, e ia sozinho mesmo, no cinema de um bairro aqui perto. Lembrei também de quando eu pegava os bonecos e criava histórias com eles, coisa que era quase uma rotina aqui em casa, e tinha até plateia (minhas primas, rs). E fazia “minifestivais de cinema” aqui em casa, por dias seguidos, com direito a um guia dos filmes que eu colocaria no meu videocassete.. Nostalgia pura. Saudade de quando um dos maiores problemas que eu tinha na vida era saber que a fita estava acabando e que eu precisaria pedir à minha mãe pra comprar uma nova, pra continuar gravando os filmes que eu queria. Ou, pior, que eu precisaria apagar algum filme pra gravar outro que considerava melhor – só que eu sofria pra desgravar quaisquer filmes, rs.

Os sonhos mágicos de Antonio se misturam à história do cinema, e é fascinante rever trechos de como tudo começou, ver nomes como os dos irmãos Lumière e do George Méliès.

A obra segue informando.. fala de técnicas, informa, alerta, inspira, faz você confiar mais nos seus sonhos e, principalmente, acreditar que é capaz de realizá-los. O fato é que eu terminei o livro com sorriso no rosto e essa sensação é simplesmente incrível. Ganhou pontos comigo simplesmente por ser uma obra que me desperte essa vontade de nunca desistir, de seguir em frente, rumo àquilo que tanto quero, rumo à realização dos meus sonhos – e olha que são muitos.

Uma pergunta, feita no posfácio, fica no ar: será que é “ficção ou uma história bem contada de fatos reais”? Bom, sendo uma ou outra, o efeito é o mesmo, e esse se tornou um de meus livros favoritos.
Obrigado por essa obra, grande Octavio.


P.S.: Sim, essa história poderia virar um bom filme, hein? E eu voto a favor! ;)


Nota: 4.5 (de 5 estrelas)



postado por Bruno Souza.
Segunda, 23 de dezembro de 2013. 12:00

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

LIVRO: A Culpa é das Estrelas (John Green)



A CULPA É DAS ESTRELAS (The Fault in Our Stars)
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
288 páginas - Ano: 2012


Sinopse:
O livro narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.





Minha opinião:
(Texto escrito e publicado originalmente em 30/09/2013, no Skoob)

Comecei há muito tempo a ler o e-book de “A Culpa é das Estrelas”. Por diversos fatores que não têm a ver diretamente com o livro, havia parado no capítulo 4. Passado um tempo, decidi retornar à leitura, e recomecei – sim, do início. Do capítulo 1. Ao 4. Ao 5, ao 6. Não lembro exatamente até onde tinha lido, até que parei novamente.

Ganhei o livro – físico – no meu aniversário, em julho, de alguém MUITO especial pra mim, que sabia o quanto eu queria a obra. Pra mim, seria mais fácil de ler, pois prefiro mesmo o livro impresso, em mãos, do que a leitura no computador. Eu só precisava de tempo pra me organizar. Bem, o tempo até hoje não chegou, mas mesmo assim, lá pro fim de agosto, eu peguei o livro pra ler. Novamente, do início (pela terceira vez). Eu não queria começar de onde havia parado, queria sentir novamente a emoção do início do livro. Meu ritmo de leitura é bem lento e, sim, eu devo ter algum problema quanto a isso. Mas sabia exatamente que esse seria um daqueles livros que fazem “as páginas virarem sozinhas” e, quanto mais você lê, mais você quer ler, e fica naquela ansiedade de saber o que vai acontecer em seguida, e torcendo pelos protagonistas, mesmo certo dos rumos tristes aos quais eles seriam levados.

Parei novamente a leitura, poucos dias depois, por conta de “intervenções” profissionais (trabalhei na Bienal do Livro), eventos (a própria Bienal e o Rock in Rio) e por alguns motivos tristes que se seguiram após essas semanas que fiquei sem prosseguir com a leitura. Até que essa semana eu resolvi pegar novamente o livro, fazer da Hazel – e do Gus, e de todos os personagens – a minha companhia, e embarcar numa viagem pra tentar esquecer minha realidade por alguns instantes. Eu tinha parado no capítulo 8. Dessa vez, continuei de onde parei e, numa rapidez quase semelhante àquela que a heroína da história lê seus livros, consegui terminar o meu.

Parece bem mais fácil eu apenas falar da minha relação com a obra, do que expressar em palavras minha opinião sobre ela. Não encontro as palavras certas, só digo que não se trata de qualquer livro. “A Culpa é das Estrelas” é um livro marcante, lindo, triste, emocionante. Você se pega em vários momentos com um sorriso bobo no rosto e, em outros, com algumas lágrimas se equilibrando pra não escorregar de seus olhos. As emoções da trajetória de Hazel Grace, Augustus Waters, Isaac e outros; as surpresas do “Patético Van Houten”; os trechos divertidos, os trechos românticos, e todas as cenas que você inevitavelmente começa a imaginar... e que te fazem torcer para que o filme, que será lançado em breve, seja NO MÍNIMO tão bom quanto o livro.

O final lembra muito o fictício “Uma aflição imperial”. Quem leu “A Culpa...” nos vários trechos que falavam sobre o fim do livro vai entender, e eu não vou aprofundar no assunto. Mas a semelhança, em vários aspectos, é clara.

Enfim, eu cometi a insanidade de continuar essa leitura logo quando eu estou numa fase bem triste. Conclusão: acabei ficando – ainda – mais triste. Mas “o.k.”, nada que tire a grandiosidade dessa obra do INCRÍVEL John Green. Aliás, virei fã do cara, já nas primeiras páginas do livro. Tô com uma média de vinte e poucos livros (impressos) novos pra ler, e uns milhares de e-books também, aqui na “fila”. Não sei qual livro eu começarei agora, mas é certo que os outros do John estarão lá em cima, na lista dos próximos que lerei.

O.k.


Nota: 4.5 (de 5 estrelas)


postado por Bruno Souza.
Segunda, 18 de novembro de 2013. 12:00


 
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